Em 2017 Dimitri Cervo realizará a estreia, ao piano solista, da Rapsódia Maracatu, para piano e orquestra, obra encomendada pela FUNARTE para a XXII Bienal de Música Contemporânea do RJ. Realizará um recital de sua música de câmara, com destacados músicos do RJ, na Sala Cecília Meireles, RJ. Apresentará Toronubá, ao piano, juntamente com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro. Sua Abertura Brasil 2012 será realizada diversas orquestras como Sinfônica de Ribeirão Preto, Sinfônica da Paraíba, e Sinfônica de Barra Mansa. A peça "Cantiga", para dois violoncelos, será lançada no novo CD do Duo Santoro e apresentada em diversos recitais do duo.

      Cervo nasceu em Santa Maria (19/02/1968) e aos 14 anos apresentava ao piano as suas primeiras composições em público. Começou a destacar-se nacionalmente em 1995, quando Abertura e Toccata recebeu o 1º. prêmio no Concurso de Obras Orquestrais do XV Festival de Londrina e foi executada por cinco orquestras brasileiras. Sua discografia inclui dois CDs individuais, Toronubá e Série Brasil 2010, pelos quais recebeu três Prêmios Açorianos (melhor CD e compositor) além de obras registradas em CDs de diversos grupos e artistas.

           Seus principais estudos musicais de piano, composição e regência se deram nas cidades de Porto Alegre, Siena, Salvador e Seattle. Graduou-se em piano na UFRGS (com Dirce Knijnik), e realizou os cursos de composição (com Franco Donatoni) e de música para cinema (com Ennio Morricone), na Accademia Chigiana de Siena, Itália. De volta ao Brasil realizou diversos concertos com sua música de câmara e prosseguiu estudos em Salvador. A vivência destes anos na Bahia e o contato com a música percussiva afro-brasileira influenciou a rítmica aditiva de sua música. Entre 1996 e 1998 viveu e estudou em Seattle, onde seu contato com o Minimalismo norte-americano se aprofundou. A partir de 1997 começou a desenvolver uma estética pessoal, fundindo elementos da música brasileira com feições do Minimalismo. Nos 10 anos seguintes criou um conjunto de obras para diversas forças instrumentais, a Série Brasil 2000, que tem recebido diversas execuções no Brasil e no exterior. A partir de 2009 começou a desenvolver a Série Brasil 2010, um novo conjunto de obras para instrumentos solistas e orquestra de cordas, de câmara ou sinfônica, com estética hibridizada a partir de diversas influências.

           Em Salvador estreou ao piano a sua Passacaglia Fantasia para piano e orquestra. Em Seattle assinou contrato com a freehand.com, tornando-se um dos pioneiros na publicação de partituras em formato digital na web. Nos EUA sua Pequena Suíte Brasileira recebeu o prêmio do júri e do público no V Aliénor Compositon Competition, tendo sido gravada e publicada. Em 2006 foi o compositor homenageado do 13º. Concurso de Piano do Conservatório de Ituiutaba (MG). Em 2008 estreou ao piano Uguabê,com a Orquestra de Câmara da ULBRA. Em maio de 2009 apresentou ao piano, com a Sinfônica de Sergipe, sua obra Toronubá, em Curitiba. Desta cidade a orquestra prosseguiu com sua turnê nacional, apresentando Toronubá com grande êxito nas principais salas de concerto brasileiras. Ainda em 2009 foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística para o desenvolvimento das primeiras obras da Série Brasil 2010. No StudioClio regeu a estréia das duas primeiras dessa nova série, sendo o Concerto para Violão também apresentado na XVIII Bienal do RJ. Em 2010 apresentou ao piano, junto a Municipal de São Paulo, a versão para grande orquestra deToronubáTeve também estreada Brasil Amazônico pela Sinfônica de Porto Alegre, execução que consumou a estreia da Série Brasil 2000 como um todo. Ainda em 2010 Toronubá e Toccata Amazônica foram apresentadas no 41º. Festival Internacional de Campos do Jordão. Em 2011 somaram mais de 20 as programações de suas obras orquestrais, incluindo a apresentação de Brasil Amazônico na MIMO e um concerto com a Orquestra de Câmara do Amazonas, no qual participou ao piano como solista. Também regeu as récitas de estreia da Série Brasil 2010 n. 5 – Concerto para Flauta solo e 8 Violoncelos no XVII Rio International Cello Encounter. Em 2012 teve estreada sua Abertura Brasil 2012 pela Orquestra Sinfônica Brasileira, em duas récitas lotadas no Theatro Municipal do RJ. Ainda em 2012 teve obras interpretadas pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Sinfônica da Bahia, Orquestra do Estado de Mato Grosso, Orquestra Jovem do Conservatório Brasileiro de Música, e a estreia da Série Brasil 2010 n. 6 – Concerto para Violino e Orquestra de Cordas por Emmanuele Baldini. Em 2013 regeu sua Abertura Brasil 2012 frente a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo e a Banda Municipal de Porto Alegre, teve o Concerto para Violino e Cordas apresentado pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Pattapiana pela Orquestra Sinfônica da UNICAMP. Em 2014 teve sua obra orquestral e solista pela Orquestra Petrobrás Sinfônica (Abertura Rio 2014, obra comissionada), Orquestra Sinfônica de Córdoba, Orquestra da UNIRIO (Toro-Lobiana), e apresentação do Concerto para Violino em Chicago. Em 2015 teve programações pela Orquestra Sinfônica Brasileira (Abertura Rio 450 Anos), Orquestra Petrobrás Sinfônica (Concertante para Tímpanos e Orquestra), Orquestra Sinfônica de Heliópolis (Abertura Brasil 2012, com Isaac Karabtchevsky), além de obras pela Cia. Bachiana Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional, Muson Symphonic Orchestr. Destaca-se em 2015 a gravação de videoclipes de duas e suas obras na formação octeto de violoncelos pelo Udi Cello Ensemble. Também regeu sua Abertura Rio 450 Anos em concertos com a Banda Sinfônica de Novo Hamburgo. Em 2016 teve obras apresentadas pela Orquestra Petrobrás Sinfônica (Abertura Rio 2014), a estreia da Série Brasil 2010 n. 9 – Suíte Concertante para Bandolim e Orquestra de Câmara, pela Orquestra Sinfônica da PUC e o solista Elias Barboza. Recebeu o "Prêmio Funarte de Composição Clássica 2016" para o desenvolvimento da obra "Rapsódia Maracatu" para piano e orquestra, que será realizada pelo compositor ao piano na XXII Bienal de Música Contemporânea do Rio de Janeiro. Em paralelo à composição e execução, atua como docente no Departamento de Música do Instituto de Artes da UFRGS.

           Como intérprete de sua obra tem colaborado na regência com diversos grupos, e ao piano com várias orquestras, tendo obras apresentadas por muitos grupos orquestrais, dentre os quais se destacam Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobrás Sinfônica, Camerata Antiqua de Curitiba, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica de Sergipe, Cia. Bachiana Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional, Sinfônica de Heliópolis, Orquestra de Câmara da ULBRA, Orquestra do Estado de Mato Grosso, Orquestra do CBM, Orquestra de la Universidad del Norte, Sinfônica da Paraíba, Municipal de São Paulo, UDI Cello Ensemble, e por grupos de percussão como John Boudler e Grupo PIAP, Grupo de Percussão da UFMT, Percussionistas de Câmara, Percusionistas de Buenos Aires, e Ney Rosauro e Miami Percussion Ensemble. Sua música orquestral e solista tem sido realizada sob a regência de Isaac Karabtchevsky, Tobias Volkmann, Sammy Fuks, Ricardo Rocha, Guilherme Mannis, Wagner Polistchuk, Leandro Carvalho, Roberto Duarte, Lutero Rodrigues, Diego Sánchez Haase, Antônio Borges Cunha, Walter-Michael Wollhardt, Luiz Carlos Durier, Andi Pereira, e por solistas como Duo Santoro, Emmanuele Baldini, Olinda Allessandrini, James Strauss, Pedro Sá, Helder Teixeira, Paulo Inda, Kayami Satomi, Maurício Freire e Catarina Domenici. Suas obras já foram apresentadas em todos os estados brasileiros e em diversos países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Costa Rica, Portugal, França, Alemanha, Holanda, Grécia, Suíça, Noruega, Rússia, Bulgária, Sérvia, Israel, Vietnã, Cingapura e Nigéria.